ZENIT 122
Manual de Instruções

Zenit-122

Tradução e versão HTML: Francisco Duarte.
 ©2004 Francisco Duarte. Aquisição livre: pode copiar, gravar ou imprimir para uso pessoal. Proibida a reprodução e utilização para fins comerciais. Agradecimentos
Í N D I C E :

Características gerais
Indicações sobre a manutenção de máquina
Dados técnicos
Estrutura da máquina
Carregamento de rolo na máquina
Regulação da velocidade de obturação
Focagem
Regulação da exposição
Tirar fotografias
Tirar o rolo da máquina
Tirar fotografias com o autodisparador
Tirar fotografias com flash
Objectivas intermutáveis. Fotografias a curta distância
Mudar as pilhas

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CARACTERÍSTICAS GERAIS

     A ZENIT-122 é uma máquina fotográfica reflex de pequeno formato que leva objectivas intermutáveis. Está destinada ao fotógrafo amador, seja para tirar fotografias a cores ou a preto-e-branco. Pode ser utilizada para tipos especiais de fotografia: trabalhos de reprodução, macrofotografia (fotografias em primeiro plano a curta distância), microfotografia (fotografias com a máquina acoplada a microscópios) etc.
     É possível utilizar objectivas intermutáveis que possuam rosca M42 x 1 mm e distância de retro-enfoque 45,5 mm (N.T. sistema "M42" ou "rosca Pentax").

    Das características e capacidades da máquina ZENIT-122 destacam-se as seguintes:

  • O fotómetro TTL semi-automático, ao medir a intensidade da luz que atavessa a objectiva assegura uma exposição correcta, seja quando se usa a objectiva normal seja quando se montam outras objectivas intermutáveis, filtros, tubos de extensão etc;
  • Os LED's no visor que indicam qual a exposição correcta são igualmente bem visíveis seja quando o diafragma da objectiva está totalmente aberto seja quando a abertura relativa seleccionada é actuada (diafragma fechado);
  • O espelho de retorno automático assegura a visualização contínua do objecto/sujeito, antes e depois da exposição;
  • A objectiva standard de alta luminosidade está munida de um diafragama automático, i.e. dispõe de um mecanimso que, no momento em que o obturador é actuado, o diafragma fecha-se até à posição previamente regulada;
  • O diafragma totalmente aberto assegura máxima claridade da imagem que se vê no visor, o que é muito importante para uma focagem mais perfeita;
  • O sistema combinado de focagem manual assegura imagens perfeitamente nítidas sob diversas condições;
  • O regulação rápida da exposição, o sistema simplificado de carregamento de rolos, o contador que retorna automaticamente a zeros depois do botão de rebobinagem ter sido premido -- todos estes detalhes reduzem o tempo de preparação da máquina;
  • O auto-disparador com temporizador permite ao fotógrafo tirar fotografias a si mesmo com amigos ou fazer um auto-retrato;
  • O sistema de abrir a máquina, ligado à manivela de rebobinar o filme, aumenta a segurança da fechadura da porta traseira da máquina bem como a comodidade quando se tira o rolo da máquina;
  • O engate para o flash com contacto central permite utilizar flashes com ou sem cabo de ligação;
  • O botão de rebobinagem do filme torna esta operação mais simples;
    Antes de se servir da máquina, estude cuidadosamente este livro de instruções. Note no entanto que este manual não é um manual de fotografia.
    Devido ao aperfeiçoamento contínuo destas máquinas, é possível que hajam diferenças sem importância entre o texto deste manual e a sua máquina em particular.

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INDICAÇÕES SOBRE A MANUTENÇÃO DA MÁQUINA

    A máquina fotográfica Zenit-122 é um instrumento óptico e mecânico de precisão. Trate-a com cuidado, evitando choques violentos, protegendo-a contra o pó, humidade e variações bruscas de temperatura.
    No caso de o aparelho ser transportado de um local muito frio para um local quente, não deve tirá-lo de imediato do seu estojo de maneira a evitar que as peças embaciem, em particular as ópticas.
    Não tocar nos elementos ópticos com as mãos ou dedos para não deteriorar as superfícies tratadas. As superfícies ópticas devem ser limpas apenas com tecidos muito suaves ou algodão hidrófilo humedecido com álcool rectificado (N.T. isopropílico) ou éter. O espelho e a lente Fresnel apenas se devem limpar se fôr absolutamente necessário. Nesse caso deve-se utilizar um pincel seco muito suave, mas em nehuma circunstância se devem empregar agentes húmidos.
    Guardar a máquina no seu estojo, com a objectiva tapada.
    Não desmonte desnecessariamente a objectiva do corpo por forma a evitar empenamentos e penetração de poeiras na óptica da objectiva e no interior do aparelho.
    Ao arrumar a máquina durante um longo período (um mês ou mais) aconselha-se que retire as pilhas e a guarde em locais inacessíveis a crianças.
    Não deixe o obturador armado durante longos períodos porque tal pode danificar o seu funcionamento. Ao guardar a máquina aconselha-se que desarme o obturador, e também o autodisparador.
    É desejável que os rolos sejam colocados e retirados da máquina em ambientes de luz difusa e de fraca intensidade: ao abrigo dos raios do Sol e de intensas luzes artificiais.
    Quando armar o obturador leve a manivela até ao fim, de maneira a excluir a possiblidade de aparecerem fotografias em branco.

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DADOS TÉCNICOS

Formato do negativo 24 x 36 mm
Película empregue 35 mm perforada
Comprimento máximo dos rolos 1,65 m
Número máximo de exposições 36
Velocidades de obturação de1/30 a 1/500 s, "B" (manual)
A Objectiva Standard é uma das seguintes:
     HELIOS-44M-4
     MC HELIOS-44M-4
     HELIOS-44M-5
     MC HELIOS-44M-5
distância focal58 mm
abertura máxima1:2
escala de diafragmasde 2 a 16
escala de distânciasde 0,5 m a infinito
Rosca de filtrosM52 x 0,75
Diâmetro do para-sol54 mm
Rosca de montagem da objectivaM42 x 1
Distância de retro-enfoque45,5 mm
Rosca de tripé1/4''
Dimensões do campo do visor20 x 28 mm
Factor de amplicação da ocular4,3x
(N.T.) Gama de sensibilidadesde 16 a 500 ASA/GOST
Tensão de alimentação3V (2 x 2,5V)
Alimentação 2 pilhas tipo Mallory D386, Seiko SB-B8, Sts-32, MTs 0.105
Dimensões da máquina sem estojo 142 x 97 x 99 mm
Peso0,95 kg


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ESTRUTURA DA MÁQUINA
1 - Alavanca de corda do autodisparador
2 - Botão do autodisparador
3 - Sinal do autodisparador
4 - Tomada para cabo de flash
5 - Botão disparador com rosca para cabo remoto
6 - Botão de desbloqueio para rebobinar o rolo
7 - Engate para acessórios, com contacto para sincronização de flash
8 - Anilha para montagem de correias para pôr ao pescoço
10 - Objectiva
Corpo 122
Corpo 122 bis 11 - Roda da manivela de rebobinar
12 - Mainvela de rebobinar
13 - Selector de sensibilidade do filme
14 - Índice de sensibilidade do filme
15 - Escala de sensibilidade do filme
16 - Placa protectora do engate de flash e acessórios
17 - Selector de velocidades de obturação
18 - Índice de velocidades
19 - Alavanca de avanço do filme e de armamento do obturador
20 - Contador
21 - Compartimento da cassete com rolo
22 - Tampa do compartimento das pilhas
23 - Ocular do visor
24 - Dentes das engrenagens de transporte
25 - Bobine de recepção
26 - Tampa do dorso da máquina
27 - Escala de distâncias
28 - Escala de profundidade de campo
29 - Escala do diafragma
30 - Flange da objectiva
31 - actuador do mecanismo automático do diafragma
32 - Anel de regulação do diafragma
33 - Anel de focagem
Helios


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CARREGAMENTO ROLO NA MÁQUINA


Primeiro que tudo deve colocar duas pilhas do tipo especificado nos "dados técnicos" no interior do compartimento respectivo (22), tal como indicado na secção "mudar as pilhas". Para verificar se as pilhas têm carga basta olhar pela ocular, premir ligeiramente (até meio) o botão do obturador e verificar se os LED's do visor se acendem ou não.
O procedimento para meter rolo na máquina é o seguinte:
  • a) levantar a manivela de rebobinar (12), puxar a roda da manivela de rebobinar (11) e abrir a tampa traseira da máquina (26).
  • b) colocar o rolo no respectivo compartimento (21).
  • c) recolocar a roda da alavanca de rebobinar na sua posição original, baixando-a e rodando-a ligeiramente se necessário, para que o eixo esquerdo (19) entre na bobine do cartucho do rolo. Escamotear a manivela (12).
  • d) puxar a ponta do filme por forma a engatá-la numa das aberturas da bobine de enrolamento (25); ter o cuidado de enfiar uma das perfurações do filme num dos dentes das engrenagens de transporte (24).


  • e) fechar a porta traseira da máquina (26).
  • f) Armar e disparar o obturador duas vezes, para que chegue filme não exposto à janela de exposição. Após estas operações o contador marcará "0". Nota: se o filme estiver apertado no interior da cassete, a roda de rebobinar rodará no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio quando se arma o obturador, caso contrário ela não rodará aquando das primeiras fotografias.
  • g) Regular a sensibilidade rodando o selector de sensibilidades (13) por forma a alinhá-lo com o respectivo índice (15) inscrito no corpo.

Tabela de equivalências entre unidades de sensibilidade
Graduação na máquina ............25.............50..............100...............200.................400......
GOST/ASA16 202532 405064 80100125 160200 250320400 500640
º DIN13 141516 171819 202122 232425 262728 29


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REGULAÇÃO DA VELOCIDADE DE OBTURAÇÃO

Rodar o disco selector de velocidades (17) até que o valor da velocidade requerida esteja de acordo com o índice (18). Os números inscritos de velocidade indicam as fracções de segundo correspondentes ao tempo de obturação e "B" indica a velocidade de obturação controlada manualmente (o obturador fica aberto enquanto ficarmos com o dedo no botão (5)). As velocidades podem ser seleccionadas com o obturador armado ou não. Para conseguir uma exposição longa (utilizando "B"), após carregar no botão disparador (5), rodá-lo no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio até à posição "T". Nesta posição pode tirar as mão da máquina que o obturador fica aberto. Terminado o tempo necessário para a exposição, o botão deve ser devolvido à sua posição inicial. Nesta acção o obturador fecha-se. Em exposições longas recomenda-se o uso de um cabo disparador, que se enrosca no botão disparador. Nestas situações a máquina deve ser montada num tripé.

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FOCAGEM

O visor do aparelho possui um sistema de focagem combinado composto por uma mira central de imagem bipartida (36), micropirâmides e vidro mate, ou, em algumas máquinas pelas micropirâmides e vidro mate. Após fixar o sujeito (ou objecto), rodar o anel de focagem (32) até obter a imagem mais nítida possível no vidro fosco e na região das micropirâmides, e, para máquinas com mira central de imagem bipartida, a continuidade das arestas das partes inferior e superior da imagem que se encontra na região da mira. Recomenda-se fazer a focagem com o diafragma completamente aberto.

Figura ecrans de focagem

Notas: a mira central de imagem bipartida e as micropirâmides asseguram uma focagem mais precisa. No entanto perdem a sensibilidade e a funcionalidade quuando se usam objectivas escuras (de baixa máxima abertura relativa); em condições de iluminação exterior "normal" isto acontece aproximadamente quando a focagem se faz para aberturas relativas superiores a 4 (lentes de abertura relativa máxima 4 ou lentes de diafragma não automático em posições superiores a 4). Acontece também em micro e macrofotografia. Nessas situações será melhor utlizar o mate.
    Também é possível focar sem olhar através da ocular. Para tal, rodar o anel de focagem (33) e por intermédio da escala de distâncias (27), introduzir o valor que corresponde à distância entre o sujeito (ou objecto) e o filme (a posição do filme no corpo está marcada com o símbolo -0-), contra o índice central da escala de profundidade de campo (28).
     A pequena letra "R" usa-se para fotografias em rolos de infravermelhos. Neste caso é necessário fazer uma correcção depois de focar, colocando o valor de distância obtida na direcção do índice "R".
     Com a objectiva focada é possível determinar os limites da profundidade de campo utilizando as escalas (27) e (28). As duas distâncias limites da zona de nitidez são lidas na escala (27) tendo em conta os números da escala (28) correspondentes ao valor de abertura relativa do diafragama seleccionado para tirar a fotografia. Deste modo, quando a objectiva está focada para 3 m e o valor de abertura seleccionado fôr "8", é possível ler na escala (27) tendo em conta os dois valores "8" simetricamente inscritos em ambos os lados da escala (28) que a imagem será nítida dentro de uma região que vai 2,3 m a 4,5 m de distância.
    Os limites aproximados da profundidade de campo podem ser determinados visualmente i.e. pré-visualizados olhando através da ocular. Para tal deve apertar o botão disparador até que o diafragma se feche e estimar a nitidez da imagem dentro do mate no visor.


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REGULAR A EXPOSIÇÃO

O fotómetro semi-automático da sua máquina mede a intensidade luz que entra através da objectiva (sistema TTL) e que irá atingir o filme quando a fotografia fôr tirada. Este dispositivo permite portanto controlar a exposição com grande precisão ao actuar na velocidade de obturação e no diafragma, em função da luminosidade do sujeito (ou objecto) e a sensibilidade do filme.
O desempenho deste sistema mantém-se com outras objectivas intermutáveis, filtros, lentes suplementares e tubos de extensão. Para determinar com mais precisão a exposição correcta de um determinado sujeito (ou objecto) em condições de baixa claridade deve tirar a tampa da objectiva algum tempo antes de tirar a fotografia. O procedimento para utilizar o fotómetro é o seguinte.
Ao observar a imagem através da ocular do visor premir ligeiramente o botão (5), de maneira a não disparar o obturador. Na parte direita do visor acender-se-ão, enquanto o botão (5) estiver ligeiramente premido, um ou dois díodos luminosos (LED's). Fabricam-se duas versões desta máquina: com duas luzes (vermelhas) e com três luzes (duas vermelhas e uma verde).

1. Regulação da exposição utilizando uma máquina com o sistema de dois díodos:

Figura 2 LED's

Com o botão disparador premido nesta posição intermédia acende-se o díodo superior se a exposição fôr excessiva. Se fôr insuficiente acende-se o díodo inferior. Ao rodar o anel do diafragma (32) ou o disco selector de velocidades (17), procurar que os dois díodos se ponham a piscar em simultâneo, o que corresponde a uma combinação velocidade de obturação / diafragma que originará uma exposição correcta. Se não fôr possível pôr os dois díodos a piscar em simultâneo e a regulação da velocidade de obturação e diafragma em dois valores vizinhos origina o acendimento alternado ora de um díodo, ora do outro, então pode-se escolher um desses valores vizinhos. Nesta situação a exposição será praticamente correcta.

2. Regulação da exposição utilizando uma máquina com o sistema de três díodos:

Figura 3 LED's

A luz vermelha superior acende-se para o caso de sobre-exposição. A luz vermelha inferior acesa indica sub-exposição. Ao rodar o anel do diafragma (32) ou o disco selector de velocidades (17), procurar que o díodo verde situado ao meio se acenda continuamente, situação em qua a combinação velocidade de obturação / diafragma originará uma exposição correcta. Se não fôr possível acender de uma forma estável a luz verde e apenas se conseguir obter a comutação de uma luz vermelha para a outra enquanto se varia a velocidade ou diafragma entre dois valores vizinhos então um destes valores vizinhos pode ser escolhido. A exposição será praticamente correcta.

Nota: Se não houver nenhuma combinação possível de diafragma e velocidade para uma exposição correcta (ou quase correcta), então deve-se ou alterar a iluminação do sujeito (e.g. flash) ou utilizar um rolo de sensibilidade diferente.



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TIRAR FOTOGRAFIAS

Depois de preparar a máquina para tirar a fotografia o procedimento é o seguinte: armar a máquina, verificar que a focagem e a regulação da exposição são correctos e depois tirar a fotografia carregando suavemente no botão (5).

Conselhos:
  1. Carregar bruscamente no botão do obturador (5) fará vibrar a máquina, o que terá como resultado uma imagem tremida.
  2. No momento de tirar a fotografia, o traço no botão do obturador (5) deve estar alinhado com a máquina, entre as marcas "T" e "V".
  3. Para tirar fotografias com uma exposição longa com um tripé, deve seleccionar a posição "B" com o disco das velocidades de obturação (17). De seguida, depois de armar o obturador carrgar no botão (5) e rodá-lo a fundo no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio até à posição "T". Quando a exposição estiver terminada, ao voltar a pôr o botão na sua posição inicial o obturador fechar-se-á.


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TIRAR O ROLO DA MÁQUINA

Quando o contador de exposições indica "36" o rolo deve ser rebobinado. Para tal:
  • a) soltar o obturador carregando no botão do obturador (5);
  • b) carregar a fundo no botão de desbloqueio do filme(6);
  • c) levantar a manivela de rebobinar (12) e rodá-la no sentido indicado pela seta da figura até que o rolo esteja completamente rebobinado. Este acontecimento sente-se a partir do momento em que o binário resistente baixa repentinamente. Quando estiver a dar à manivela, faça-o suavamente, sem puxões e não muito depressa, de maneira a evitar o surgimento de electricidade estática no filme;
  • d) puxar ao máximo a roda de rebobinar com o intuito de abrir a tampa traseira da máquina. Tirar o rolo.
  • e) Armar a máquina e desarmá-la.
Não tente tirar mais do que 36 fotografias. Se tal aconteceu e ao avançar a última fotografia o filme acabou tornando impossível levar a alavanca de avanço do filme até ao fim (impossibilitando-o de armar a máquina) deve operar da seguinte maneira.
  • Carregar continuamente o botão (6) enquanto se rebobina;
  • Tirar o rolo.
  • Armar e depois disparar o obturador.
  • Carregar no botão (6) para repôr o contador a zeros.


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TIRAR FOTOGRAFIAS COM O AUTODISPARADOR

Para tirar fotografias com o retardador (autodisparador) deve-se fixar a máquina num tripé. Depois:
  • a) Focar.
  • b) Carregar ligeiramente o botão (5) e rodá-lo no sentido dos ponteiros do relógio até à posição "V". Esta operação é necessária para fazer manualmente a diafragmação da objectiva, que não é automática quando se tiram fotografias com o retardador.
  • c) Regular o diafragma e a velocidade de obturação.
  • d) Armar o obturador.
  • e) Armar o mecanismo do autodisparador dando corda à roda (1). Para tal, actuar com o dedo no sentido de cima para baixo em relação à máquina. O sinal vermelho indica que o autodisparador não está armado; o sinal verde indica que sim.
  • f) Carregar no botão do autodisparador (2) e colocar-se diante da ojectiva.


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TIRAR FOTOGRAFIAS COM FLASH

O obturador da máquina está sincronizado para ser utilizado com diferentes tipos de flash's electrónicos (sincronização X). Antes de montar o flash deve tirar a patilha de protecção (16). O contacto eléctrico entre o flash e a máquina pode ser feito ligando o fio do flash à tomada localizada na parte da frente da máquina (4) ou pode ser utilizada a ligação sem fio, fazendo uso do contacto directo existente no engate para o flash (7).

Fotografias com flash devem ser tiradas com a velocidade 1/30 s. O manual do respectivo flash indica a maneira de determinar qual a posição de diafragma mais indicada.
Com flash


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OBJECTIVAS INTERMUTÁVEIS E FOTOGRAFIAS A CURTA DISTÂNCIA
Com tubos
A máquina aceita objectivas intermutáveis que tenham rosca M42 x 1 e distância de retro-enfoque de 45,5 mm. As objectivas que tenham "MC" escrito têm tratamento multicoating, o que assegura uma eliminação praticamente completa de reflexos parasitas quando se tiram fotografias à contra-luz e também uma melhor rendição de côr. Se uma determinada objectiva intermutável deste sistema não tiver mecanismo automático de diafragma, o comando do daifragma terá que ser feito à mão.
Quando se tiram fotografias com objectivas de distância focal muito grande, margens de dimensão insignificante não expostas podem aparacer dos lados esquerdo e direito da imagem.
    A ZENIT-122 pode ser usada para fazer reproduções de desenhos, manuscritos e fotografias. Para tal há que usar tubos de extensão, montando-os entre o corpo e a objectiva. Para obter uma determinada escala de reprodução pode ser necessário (é possível) usar um tubo ou uma combinação de tubos. Tubos de extensão com mecanismo de comunicação entre a máquina e a objectiva são utilizados com objectivas de diafragma automático e que não possuam um comutador que as permitam ser utilizadas em modo manual (e.g. Helios-44M-4). Tubos de extensão simples, sem o referido pino actuador são empregues com objectivas sem diafragma automático ou, sendo automáticas possam ser diafragmadas manualmente.

Objectivas intermutáveis
Objectiva Dist. focal (mm) Abertura relativa Ângulo de campo Dist. mín. de focagem (m)
Mir-20M 20 f/3,5 96º 0,18
MC Mir-20M        
Mir-10A 28 f/3,5 75º 0,20
MC Mir-24M 35 f/2 66º 0,30
MC Industar-61 50 f/2,8 45º 0,30
Helios-40-2 85 f/1,5 28º 0,80
Jupiter-9 85 f/2 28º 0,80
MC Jupiter-9        
Tair-11A 135 f/2,8 18º 1,20
Jupiter-37A 135 f/3,5 18º 1,20
MC Jupiter-37A        
MC Granit-11M 80-200 f/4,5 30º - 12º 1,50
Jupiter-21M 200 f/4 12º 1,80
3M-6A 500 f/6,3 6,0
MC MTO-11 CA 1000 f/10 2º30' 8,0


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MUDAR AS PILHAS

Duas pilhas de 1,5 Volt, de tamanho tipo Sts-32, MTs 0.105, Mallory D-386, Seiko SB-B8 alimentam o circuito eléctrico do fotómetro. O procedimento da sua substituição é o seguinte.
  1. Rodar a tampa do compartimento das pilhas (22) no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio de maneira a que a ranhura da referida tampa fique na horizontal.
  2. Tirar a tampa (22);
  3. A face interior da tampa é o polo positivo e está marcada com o sinal "+". As pilhas devem portanto ser inseridas com os polos coerentemente orientados i.e. com o sinal "+" que está inscrito na pilha para fora.
  4. Fechar a tampa (22), colocando-a com a ranhura na horizontal e depois rodando-a 90º no sentido dos ponteiros do relógio até que a ranhura regresse à posição vertical.
  5. Verificar se os díodos se acendem.


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Francisco Duarte
MAR.2004, Laranjeiro, Portugal